A MESMICE DE CADA DIA A frase do dia. A mensagem do dia. A foto do dia. A gastança do dia. E o bom dia, todos os dias... A terrível penúria. A clássica apatia. A lenta agonia. A ação que é tardia. E o furor inútil que brota das vaias... A palavra vazia. O jogar pra plateia. A reiterada notícia. A resposta tão óbvia. E o espargir da hipocrisia e das paranoias... A prática da injúria. A visível inércia. A inegável infâmia. A nova falácia. E o futuro que morre diante das idolatrias... A cachaça diária. A sede precária. A desculpa que não varia. A vida sem alegria. E a chaga que aflige todas as faixas etárias... O viver de aparência. A opção pela angústia. O motivar a ausência. O provocar a distância. E o desperdício de tempo nas estradas alheias... O seguir sem ter guia. O existir sem utopia. O afastar a concórdia. O abraçar a cizânia. E os anseios perdidos em poucas r...
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A SÍNDROME DO SE CONDICIONAL N a gramática, o SE é partícula de realce e conjunção subordinativa integrante ou condicional, podendo ser pronome: pessoal reflexivo (o sujeito pratica e sofre a ação); pessoal recíproco (dois sujeitos praticam a ação e sofrem a consequência dela); apassivador (o sujeito sofre a ação praticada por outro agente); indefinido (quando o sujeito é indeterminado). A meu ver, uma das aplicações desse termo tem sido usada de forma impensada e inapropriada. Refiro-me ao uso excessivo do SE como conjunção condicional praticado por inúmeras pessoas, dentre elas muitos jovens, para sedimentar justificativas que, na verdade, são só desculpas para manter a vida estacionada em lugar ruim: sem sonhos, bons projetos e boas companhias. E ssas pessoas estão acometidas pela síndrome que denomino de SE CONDICIONAL, cuja principal característica é o uso compulsivo do termo SE associado a afirmações que não permitem ações exequíveis capazes de mudar o ...